Nascido na Alemanha, Julian Salz construiu e escalou empresas na Europa a faturamentos multimilionários em euros. Hoje, vive no Brasil e inicia uma nova fase de sua trajetória empresarial: investir em empresas brasileiras, trazer experiências, estratégias de crescimento do mercado europeu e apoiar negócios locais na exploração de oportunidades internacionais e novas fontes de receita
Depois de construir e escalar diferentes empresas no mercado europeu, Julian Salz passa agora a direcionar uma parte crescente de sua atuação empresarial também para o Brasil.
O movimento não representa uma saída da Europa. Julian Salz continua envolvido em negócios no continente, mas escolheu o Brasil como seu atual lugar para viver e pretende desenvolver aqui uma parte importante de seus próximos projetos.
A decisão não é apenas empresarial, mas principalmente pessoal. Salz afirma se sentir muito bem no Brasil, ter grande admiração pelas pessoas e pela cultura e, ao mesmo tempo, enxergar na combinação entre alta criatividade e um mercado dinâmico um ambiente interessante para novas iniciativas empresariais.
Da construção ao exit
Um dos projetos que marcaram sua trajetória foi a SALTYBRANDS, agência fundada pelo próprio Julian.
Em um período relativamente curto, Salz construiu a empresa do zero e a levou a um faturamento multimilionário em euros. Na época, a agência também esteve entre as empresas de rápido crescimento em seu segmento no mercado europeu de língua alemã, especialmente Alemanha, Áustria e Suíça, com destaque em veículos de grande porte da Alemanha, como Handelsblatt e Forbes. Posteriormente, Julian realizou o exit da empresa.
O que aconteceu depois reforçou ainda mais sua visão sobre crescimento empresarial.
Como consultor estratégico externo, Salz passou a trabalhar de forma próxima com outras duas agências que, também em um curto espaço de tempo, alcançaram faturamentos de vários milhões de euros.
A capacidade de repetir resultados semelhantes em empresas diferentes consolidou uma de suas principais convicções: o crescimento pode ser sistematizado.
Vendas, liderança, posicionamento, processos, indicadores e execução podem funcionar de forma integrada, criando sistemas capazes de tornar o crescimento mais previsível e replicável.
Uma conexão pessoal com o Brasil que também se torna empresarial
Julian Salz nasceu e cresceu na Alemanha. Hoje, escolheu conscientemente o Brasil como seu lugar para viver.
Sua conexão com o país é, antes de tudo, pessoal. Ele afirma se sentir em casa no Brasil, admirar a cultura e as pessoas e querer construir aqui uma parte importante de sua vida.
Com essa proximidade, cresceu também seu interesse pelo ambiente empresarial brasileiro.
Julian vê especialmente na criatividade dos empreendedores brasileiros e no dinamismo do mercado condições interessantes para novos ciclos de crescimento. Ao mesmo tempo, acredita que novas oportunidades podem surgir quando essas características são combinadas com estruturas mais sistemáticas de vendas, gestão, liderança e planejamento.
Sua intenção, porém, não é atuar apenas como consultor.
Por meio da SAROS GROUP, desenvolvida ao lado da empresária brasileira Beatriz Salz, Julian também pretende investir em empresas locais nas quais identifique oportunidades de crescimento, contribuindo não apenas com capital, mas também com sua experiência operacional.
Pensar internacionalmente sem deixar de pensar no Brasil
Uma das ideias centrais dessa nova fase é que internacionalização não precisa significar transferir um negócio brasileiro para a Europa.
Uma empresa pode continuar tendo o Brasil como seu principal mercado e, paralelamente, construir uma fonte adicional de receita internacional.
Esse modelo se torna especialmente interessante quando uma parte do faturamento passa a ser gerada em euro.
Receitas em uma moeda internacional mais estável podem proporcionar maior diversificação cambial para uma empresa brasileira. Ao mesmo tempo, o capital gerado internacionalmente pode ser reinvestido na própria operação no Brasil, seja em marketing, contratação de profissionais, tecnologia, desenvolvimento de produtos ou expansão.
Esse impacto pode ser relevante independentemente do tamanho da empresa. Para empresas médias e maiores, novas receitas internacionais podem representar um importante motor de crescimento, permitir novos investimentos e reduzir a dependência exclusiva do mercado brasileiro.
Em empresas menores e administradas diretamente por seus proprietários, existe ainda outro aspecto: devido à relação cambial entre euro e real, receitas internacionais podem ampliar não apenas a capacidade financeira da empresa, mas também gerar impactos positivos mais diretos nas possibilidades financeiras e no padrão de vida dos próprios empreendedores.
A ideia, portanto, não é substituir o faturamento em real pelo euro. É construir uma fonte adicional de receita em euro.
Internacionalização não é mais exclusividade das grandes corporações
Durante muito tempo, construir negócios internacionais foi uma possibilidade associada principalmente a grandes empresas, com equipes numerosas, estruturas locais e alto volume de capital.
Esse cenário mudou.
Tecnologia, canais digitais de vendas, estruturas remotas e um acesso muito mais simples a serviços e informações internacionais reduziram diversas barreiras de entrada.
Por isso, na visão de Julian Salz, empresas brasileiras não precisam mais esperar se transformar em grandes corporações para começar a pensar internacionalmente.
Para algumas, o primeiro passo pode ser simplesmente analisar um novo mercado. Outras podem adaptar uma oferta existente, testar a demanda ou conquistar seus primeiros clientes europeus.
E pensar internacionalmente não significa apenas vender internacionalmente. Também pode significar observar processos comerciais, modelos de gestão ou estratégias utilizadas em outros mercados e incorporar ao negócio brasileiro os elementos capazes de criar uma vantagem competitiva.
O que a experiência europeia pode agregar
Julian Salz vê potencial especialmente em alguns princípios tradicionalmente associados ao ambiente empresarial alemão e europeu.
Processos claros, acompanhamento consistente de indicadores, organização comercial, previsibilidade, liderança e execução estruturada podem complementar a criatividade e o dinamismo presentes no mercado brasileiro.
Não se trata de importar um modelo alemão para o Brasil sem adaptações. O ponto central é justamente a combinação.
Empresas capazes de unir elementos adequados de diferentes culturas empresariais podem se tornar mais competitivas dentro do próprio mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, criar melhores condições para uma futura expansão internacional.
Uma ponte para novas receitas em euro
Quando produto, serviço e mercado são compatíveis, o próximo passo pode ser uma entrada efetiva na Europa.
Para isso, não basta traduzir um site. Posicionamento, comunicação, vendas, comportamento do consumidor, questões tributárias e jurídicas e a própria cultura de negócios precisam ser compreendidos e adaptados ao novo mercado.
A experiência de Julian no mercado europeu pretende funcionar como uma ponte para empresas brasileiras que desejam validar oportunidades, conquistar clientes e, eventualmente, construir uma estrutura internacional de longo prazo.
A lógica é simples: não trocar o real pelo euro, mas adicionar o euro ao real.
Uma empresa que gera receitas em diferentes mercados diversifica sua exposição a uma única moeda e pode utilizar parte do capital gerado internacionalmente para financiar e acelerar seu próprio crescimento no Brasil.
Investir, e não apenas aconselhar
Essa visão também explica por que Julian Salz pretende investir diretamente em empresas brasileiras.
Em vez de atuar exclusivamente como consultor externo, a intenção é identificar negócios nos quais seja possível combinar capital, experiência operacional e acesso a mercados internacionais.
Paralelamente, Julian mantém suas atividades empresariais na Europa. Dessa forma, a estratégia não representa uma escolha entre dois mercados, mas uma conexão entre eles.
Experiência internacional, Brasil como casa
Ao longo de sua vida, Julian Salz já visitou mais de 80 países.
Essas viagens não são a base de sua experiência empresarial, mas contribuíram para ampliar sua visão sobre diferentes culturas, mercados e formas de viver.
Entre tantos países, foi o Brasil que ele escolheu como seu atual lugar para viver.
Depois de construir e vender sua própria empresa e, posteriormente, repetir processos de crescimento em outras empresas europeias, Julian inicia agora um novo capítulo: investir no país em que escolheu viver e, ao mesmo tempo, aproximar empresas brasileiras de conhecimento, capital e oportunidades que ultrapassam suas próprias fronteiras.
Para Julian, o próximo passo de um empreendedor brasileiro não precisa ser uma escolha entre Brasil e Europa. A maior oportunidade pode estar justamente em combinar os pontos fortes dos dois mercados.
